Nagoya – “No coração do Japão”

foto: smith  

foto: Smith

Nagoya é a quarta maior cidade do Japão e apesar dos seus 2.23 milhões de habitantes, ela destoa-se totalmente das suas companheiras de pódio. Pode-se até dizer que ela é um tanto sem graça. É obvio que, uma cidade com tantos habitantes oferece milhares de atrativos entre os quais: bares, restaurantes, museus, casas de shows, etc. Ou seja, entretenimento é o que não falta, porém, para quem já teve a oportunidade de experimentar a vida noturna de Tókio e Osaka, é normal se decepcionar um pouco com esta cidade localizada no coração do Japão.

Tudo é muito moderno e bem projetado o que, de certa forma, faz de Nagoya uma cidade bonita, porém com poucos destaques e sem aquele caos tão característico das grandes cidades japonesas. Tóquio, por exemplo, transpira caos em suas ruas estreitas e nas toneladas de letreiros luminosos espalhados pelos seus centros comerciais.
Eu conheço bem Nagoya, afinal moro a apenas 50 minutos de trem dela e, nos finais de semana, é meu local preferido para passeios.Nagoya a noite (região de Sakae) - foto: Smith

Nagoya a noite (região de Sakae) – foto: Smith

Nestes primeiros posts vou detalhar os principais locais que gosto de freqüentar, nos finais de semana, quando quero dar uma relaxada do stress depois de uma semana cheia de trabalho.

 

Destino Estação de Nagoya:

Eu moro em Toyota, cidade que como o nome já revela, abriga a homônima mundialmente conhecida fábrica de automóveis. Como eu não tenho carro (acredite – é um artigo dispensável no Japão, devido ao eficiente sistema de transporte coletivo), eu vou de trem mesmo. A linha que gosto de usar se chama JR e, como todas no Japão, é extremamente limpa e os trens estão sempre no horário. O preço, um pouco salgado, cerca de 15 dólares (ida e volta)… Mas transporte coletivo por aqui é bem caro mesmo.
Trem, sistema eficiente de transporte no Japão. Foto: Smith

Trem, sistema eficiente de transporte no Japão. Foto: Smith
Plantações de arroz no caminho para Nagoya

Plantações de arroz no caminho para Nagoya. Foto: Smith

Eu adoro a paisagem do caminho… Casas japonesas tradicionais, campos de arroz, templos xintoístas incrustados na vegetação…

Após 50 minutos já estou chegando ao centro de Nagoya, mas precisamente na Estação de Nagoya, de onde saem várias linhas de trens e metrôs, além do famoso Trem-bala, que aqui chamamos de Shikansen.Vista do caminho para Nagoya. Foto: Smith

Vista do caminho para Nagoya. Foto: Smith
Dentro da estação existe um centro de informações para estrangeiros, onde se pode facilmente conseguir dicas de passeios pela região, além de informativos contendo mapas e endereços de hotéis e restaurantes. Você pode conseguir folhetos em Inglês, o que ajuda muito, pois, é praticamente impossível consultá-los em japonês. Eu sempre dou uma passada neste centro para descolar a última edição da revista gratuita JAPANZINE, ou do guia NAGOYA INFOGUIDE. Ambos em inglês são lançados mensalmente e contém atualizações sobre eventos e informações importantes para quem vive na cidade.
Uma foto com os Ursinhos de Natal na Estação de Nagoya (2007)

Uma foto com os Ursinhos de Natal na Estação de Nagoya (2007)

Apesar do Japão não ser um país de tradição cristã, durante o mês de dezembro, a frente da estação ganha vida com o brilho de milhares de luzes, formando desenhos coloridos, com motivos natalinos. Na ocasião, os japoneses se atropelam no local, procurando o melhor ângulo para fotografar a exposição, com as câmeras de seus celulares.

 

Frente da Estação de Nagoya em novembro de 2007. Foto: Smith

Frente da Estação de Nagoya em novembro de 2007. Foto: Smith

 

 Estação de Nagoya:

 

Vista da loja BIC CAMERA em Nagoya

Vista da loja BIC CAMERA em Nagoya

Nos arredores desta Estação fica a Loja da BIC CAMERA, muito conhecida por aqui como ponto obrigatório para compra de eletrônicos. Você acha de tudo nela, são andares e mais andares com computadores, ipods, equipamentos de som, celulares, eletrodomésticos… Os últimos lançamentos de equipamentos estão disponíveis e sempre há promoções interessantes. A BIC CAMERA é um perigo para o bolso, mas eu adoro entrar nela e me deslumbrar com toda a tecnologia que, só um país como o Japão pode oferecer.
Em baixo das ruas movimentadas, na região underground que dá acesso as linhas de metrô,  existe um imenso centro de compras, com lojas vendendo roupas, artigos de luxo, além de restaurantes e cafés, muitos dos quais bem baratos e interessantes para uma rápida refeição.
A Estação de Nagoya abriga também um dos cartões postais da cidade, as duas torres centrais (Cental Towers), com aproximadamente 246 e 226 metros de altura cada uma. Dentro dela encontramos o Hotel Nagoya Marriot Associa, além de inúmeros restaurantes e a imensa loja de departamento TAKASHIMAYA que vende praticamente de tudo. Dela, também, você pode conseguir uma vista panorâmica da cidade.Central Towers da Estação de Nagoya

Central Towers da Estação de Nagoya

 Meu local predileto é o café Starbucks – um local sossegado, onde dá para dar uma relaxada apreciando um café saboroso e/ou desfrutando de doces e salgados deliciosos. Se você tiver um laptop e/ou um celular com acesso wireless, dá ainda para navegar na internet usando a conexão disponível do local. Aqui no Japão isso é tranqüilo, uma vez que os roubos são como contos de fada e qualquer um pode carregar um Ipod, computador ou celular de última geração sem medo. Ah! E ninguém ira te incomodar para liberar a mesa para outro cliente, você pode ficar lá o tempo que desejar. Dezenas de japoneses sentam nas mesas do café e ficam trabalhando em seus computadores portáteis…

No Próximo Post vou mostrar um pouco da região comercial de SAKAE e de OSUKANON. 

IRASHAIMASE! (Seja bem-vindo!)

 “A indecisão é a inimiga da perfeição”

Eu não me lembro ao certo se ouvi em alguma música ou se alguém me disse a frase acima, mas desde então ela tem me perseguido…

 

Templo de Osukanon - Nagoya (foto: smith)

Templo de Osukanon - Nagoya (foto: smith)

A idéia desde Blog surgiu quando pisei no Japão, há uns três anos atrás, mas ela nunca deixou de ser apenas um projeto, guardado no meio de tantos outros, nas profundezas da minha mente. A minha indecisão em criar um espaço para mostrar o Japão que eu gosto – o Japão dos meus sonhos de infância, foi motivada pela minha preguiça em escrever…

Eu não sou muito bom com as palavras e redigir textos me consome muito tempo. Além disso, eu tenho outro Blog, o “Stop me if you heard this one before”, onde posto assuntos sobre música (um vício desde a adolescência), que acabou exigindo o pouco tempo que me restava. O problema é que muitas pessoas me perguntam sobre a “Terra do Sol Nascente” e quando paro para pensar nos lugares que visitei, nas coisas que experimentei, vem àquela pergunta: “Não seria legal criar um Blog?” 

Por do sol em kioto

Por do sol em kioto

Bom, finalmente eu me rendi à tentação e hoje inauguro o “Daijobu ne?”, cuja a tradução livre para o Português é “Tudo bem ne?” e vou procurar compensar os três anos de idéias  inacabadas, postando informações sobre os lugares que visitei por aqui, além das minhas atividades recentes.
O Japão pode ser considerado um país de extremos, possuindo uma cultura exótica, enraizada na sua história milenar, ao mesmo tempo em que domina o mercado tecnológico mundial.  
Isto tudo sem falar das belezas naturais que podemos encontrar por aqui, mas isto será assunto de outros posts.